Reação imediata

A eliminação da Copa do Mundo assustou os ingleses. A vexatória derrota para os alemães, além de acabar com o sonho do bicampeonato Mundial, expôs a falta de renovação da seleção nacional. Enquanto o English Team penava com o elenco mais velho da história do país em Copas do Mundo, o Nationalelf sobrava em campo, com a vitalidade de garotos como Özil e Thomas Muller.

Logo após a derrota, porém, já notando o problema crônico, a FA resolveu tomar uma atitude imediata. Com a lição tomada debaixo dos braços, a entidade que gere o futebol na Ilha resolveu lançar um novo projeto para a mudança na estrutura do futebol de base do país, tomando como exemplo o que ocorre na Alemanha e na Espanha.

Trevor Brooking, diretor de desenvolvimento da FA, enviou um documento aos clubes chamado The Future Game. Nele, a capacitação dos treinadores do país e o trabalho com atletas cada vez mais jovens para o ensino dos fundamentos são exaltados. Além, Brooking levanta a bandeira de que falta incentivo financeiro ao futebol de base inglês, ao contrário do que acontece em outros países europeus com seleções mais bem sucedidas.

A Inglaterra, aliás, possui até mesmo um projeto formalizado de integração das equipes nacionais de diferentes faixas etárias. Está sendo construído na cidade de Burton upon Trent um centro de treinamentos que aproximará o trabalho da seleção principal com as jovens, facilitando o intercâmbio de ideias e de atletas. As obras no local, entretanto, só devem ser concluídas em 2012.

Em relação aos clubes, a maior mudança projetada é o aumento do número de jogadores oriundos das categorias inferiores país que precisam ser inscritos nas partidas dos campeonatos ingleses profissionais. Com a crescente valorização da Premier League como mercado de futebol desde o início da década de 1990, é mais fácil para os times da Ilha levarem os jogadores consagrados no exterior do que apostarem na formação de seus jovens. A alteração nas regras, no entanto, precisa antes da aprovação dos clubes.

Caso queiram mudar o panorama para 2014, os ingleses têm um trabalho denso a realizar pela frente. Mas a pedra fundamental da nova base do futebol no país começa a ser lançada desde já.



Escrito por Equipe Invicto às 06h28
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Ajuda do além

Que José Mourinho é um grande técnico, quase ninguém nega. Um dos únicos a vencer duas Ligas dos Campeões da Europa por clubes diferentes, o Special One tentará o feito inédito de levar um terceiro time ao título nesta temporada, quando comandará o todo-poderoso Real Madrid.

Contudo, mais que conhecimentos técnicos e táticos, segundo um curandeiro queniano, o que deverá auxiliar mesmo o português em sua jornada em Madrid são as forças sobrenaturais. Durante o mês de julho, em uma viagem à África, Mourinho teria se encontrado com quatro bruxos de Ukund, região sul do país. Na ocasião, o treinador teria pedido proteção em seu novo emprego.

Conforme Mzee Makthub, xamã famoso por aconselhar personalidades da região, a reunião foi proporcionada por um intermediário e realizada em local secreto. Mourinho almejava a ajuda dos bruxos para que o ajudassem a triunfar em Chamartín, principalmente ganhando respeito com os novos companheiros de trabalho.

Ao que parece, a fogueira de vaidades dos astros merengues deixa o português temeroso desde já. No entanto, só deveremos saber se a mandinga realmente deu certo no fim da temporada, quando o Mourinho tentará quebrar o jejum de títulos do Real Madrid que já dura dois anos.



Escrito por Equipe Invicto às 06h27
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Inspiração africana

Se a Copa do Mundo da Alemanha serviu para demonstrar a excelência de um país na organização de um evento esportivo, quatro anos depois, o Mundial da África do Sul é um bom exemplo de superação. Mesmo com risco de greves de trabalhadores, atrasos, dentre outros problemas, os sul-africanos conseguiram superar as expectativas em torno da falta de estrutura. Como bonificação, o futebol recebeu um impulso ímpar e a mobilização popular durante o torneio promete um futuro de mais incentivos ao esporte no país.

Os frutos colhidos pela nação africana, aliás, já são almejados em outras partes do planeta. Enquanto países como Inglaterra, Rússia, Espanha, Portugal e Austrália se preparam visando serem sedes das Copas de 2018 e 2022, a China pensa em transformar o futebol em seu território a partir de 2026.

A Copa de 2010 incentivou a Associação Chinesa de Futebol a iniciar seus trabalhos para receber o evento no futuro. Um pedido foi enviado ao Ministério do Esporte do país para que a intenção fosse formalizada frente à população e à Fifa. Conforme Wei Di, presidente da associação, não havia interesse que a China sediasse o Mundial, dada a estagnação do futebol local. Contudo, as benesses notadas na África do Sul fizeram a cabeça dos dirigentes, que agora querem a competição para desenvolver o esporte local. Enfim o maior contingente populacional se integraria ao esporte mais popular do mundo.



Escrito por Equipe Invicto às 06h26
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Erro de cálculo

É comum que os clubes façam mistério no lançamento de seus novos uniformes a cada temporada, atraindo a atenção dos torcedores, da mídia e, principalmente, dos investidores. Para esta temporada, porém, no Manchester United, o clima de suspense saiu pela culatra.

A apresentação oficial das camisas da temporada 2010/11 estava marcada para acontecer em uma cerimônia internacional, realizada nos Estados Unidos, onde o time se encontra em pré-temporada. Mas um erro de logística atrapalhou completamente os planos dos Red Devils e, dois dias antes da festa de gala armada, o time B do clube inglês entrou em campo com o novo uniforme.

A falha tirou muito da pompa da exibição da camisa em território americano, que contou com jogadores consagrados como Ryan Giggs. Seguindo a moda retrô, o Manchester United resgata o design de seus uniformes nos anos 80. Os detalhes em preto da última temporada foram abolidos e a tradicional cor vermelha agora é acompanhada novamente pelo branco, fato este que deve ter agradado os torcedores mais saudosistas.

A única novidade da camisa que não foi aprovada pela maioria de seus seguidores foi justamente o patrocínio que será ostentado a partir deste ano. Com a falência da AIG, a seguradora norte-americana Aon é quem apoiará o clube, pagando 80 milhões de libras pelos próximos quatro anos. Entretanto, segundo alguns torcedores descontentes com a gestão de Malcolm Glazer no clube, o novo aporte fará com que os administradores esqueçam das dívidas do Manchester. Os descontentes planejam até mesmo boicotar os uniformes que tiverem a inscrição da Aon.



Escrito por Equipe Invicto às 06h24
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Fechada para balanço

A queda italiana na Copa de 1966 deixou feridas abertas. Eliminada na primeira fase com uma derrota vexatória para a Coreia do Norte, a Azzurra gerou uma reação em cadeia no futebol do país. O mercado nacional foi fechado para jogadores estrangeiros e, com a matéria-prima nacional valorizada, a seleção chegou ao título da Euro de 1968 e ao vice na Copa de 1970. Uma nova brecha aos atletas de outros países só aconteceu no início dos anos 80, quando o brasileiro Paulo Roberto Falcão, inclusive, foi o primeiro a romper a barreira.

O Mundial da África do Sul parece ter exposto novamente as cicatrizes do futebol italiano. Tanto é que a FIGC, entidade que controla o calcio, anunciou decisão parecida com a redução no número de atletas extracomunitários, limitando a apenas um por equipe. Com tal medida, a intenção é que os talentos locais recebam cada vez mais oportunidades para desenvolverem as suas qualidades.

A regulamentação, contudo, desagradou aos clubes do país. Estes chegaram até mesmo a solicitar um encontro com o governo nacional para que a nova estipulação fosse discutida. Segundo os dirigentes dos times, além de atrapalhar compromissos, a regra fecha o mercado para muitas das contratações que estavam em curso. Eles também afirmam que a aprovação da medida na FIGC aconteceu sem o consentimento geral e mesmo sem consulta prévia.

Caso o lobby dos clubes não tenha resultados, a limitação deve alterar de maneira significativa a dinâmica dos times italianos durante as janelas de transferências, já que antes era permitida a entrada de dois jogadores extracomunitários. Em uma realidade bem diferente da vivida naqueles anos 60, o futebol italiano conta com jogadores de nacionalidades distintas atuando em seus principais campeonatos. Desta forma, a adaptação certamente será penosa e deverá ter consequências em campo para muitos times.

Já para os brasileiros que sonhavam em fazer sucesso no Calcio, a abertura para o país ficou bem mais estreita. Casos como os de Falcão, Careca ou Kaká, que saíram do estrelato no Brasileirão para o protagonismo na Serie A, deverão ser ainda mais raros.



Escrito por Equipe Invicto às 06h20
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Investimento seguro mesmo longe das traves

Iker Casillas se consolidou na Copa do Mundo como um dos maiores goleiros da história da Espanha. Apesar de atuações reticentes na primeira fase, o camisa 1 honrou o discurso pronto e “cresceu na competição”, fazendo sua melhor partida na decisão. Por fim, o capitão da Fúria levou mais do que merecidamente a Luva de Ouro, além do privilégio de ter erguido a taça primeiro que todos os seus companheiros.

Antes de se consagrar em solo africano, no entanto, Casillas já era visto como uma fonte segura de investimentos em seu país. Segundo um estudo feito por uma consultoria espanhola e divulgado durante a Copa, o goleiro é o melhor garoto propaganda possível dentre os 23 campeões no último mundial.

Conforme a pesquisa, Casillas é o jogador da seleção espanhola mais conhecido pela população de Barcelona e Madri, com sua fotografia identificada por mais de 90% consultados. Mais ainda, somente atrás do meia Andrés Iniesta, o goleiro é quem tem a imagem mais valorizada em meio aos populares.

Outro fato importante de se ressaltar é o de que o estudo foi feito antes do beijo apaixonado de Casillas na namorada, Sara Carbonero, em entrevista que ganhou espaço nos noticiários do mundo inteiro. Caso fosse feita depois, talvez a pesquisa o elegesse também como o mais querido entre as sogras espanholas.



Escrito por Equipe Invicto às 06h20
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FICOU NO QUASE

Depois da péssima campanha feita pela França, Alemanha e Inglaterra poderiam ser os próximos ex-campeões mundiais eliminados da Copa do Mundo de 2010. Contudo, com gols salvadores de Defoe e Özil, o English Team e Nationalelf se salvaram. Mais ainda, ambas as seleções tiveram os seus caminhos cruzados.

Contra a Eslovênia, outra vez os ingleses ficaram abaixo das expectativas, com desempenho aquém da grandeza de suas principais estrelas. Com algumas mudanças no time titular, porém, Fabio Capello demonstrou ter tomado a decisão correta ao substituir Heskey por Defoe que, após receber passe de Milner, outro que não estava em campo na última partida, arrematou para as redes. O resultado positivo, entretanto, não garantiu a primeira posição na chave.

Já na outra partida do grupo os Estados Unidos foram do inferno ao céu nos acréscimos da partida. Atrás na Eslovênia na tabela de classificação com o empate ante a Argélia ao longo dos 90 minutos da partida, os americanos encontram o caminho para as redes somente no final, em rebote aproveitado por Donovan. Durante a partida, contudo, o Team USA teve mais uma vez motivos para chiar com a arbitragem, ao terem um gol legítimo anulado.

No Grupo D, Alemanha e Gana classificaram-se apesar de se enfrentarem na rodada. A vitória ficou com os alemães que, em partida franca, marcaram gol na segunda etapa, em belo chute do meia Özil da entrada da área. Os ganeses, no entanto, não deixaram de incomodar a meta defendida por Neuer. Não fosse por Lahm, que salvou bola em cima da linha no primeiro tempo, o destino da Nationalelf poderia ser diferente.

Por fim, a Austrália surpreendeu, venceu a Sérvia, mas não se classificou. Apesar de chegarem próximos ao gol por diversas vezes ao longo do primeiro tempo, os sérvios acabaram em desvantagem no início da segunda etapa, graças ao gol de cabeça marcado por Cahill. Em chute de longa distância, Hollman ampliou e deixou os australianos a dois gols da classificação. Mas Lazovic, após rebote do goleiro, diminuiu e deixou os sérvios ainda com chances, caso marcassem mais um gol. Porém, depois de uma leva de arremates desperdiçados, ambas as equipes acabaram de fora das oitavas.

 



Escrito por Equipe Invicto às 20h05
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UM DIA RUIM PARA APOSTAS

A maioria dos jogadores dos famosos “bolões” da Copa do Mundo deve ter ficado furiosa hoje. A lógica não prevaleceu em nenhuma das três partidas realizadas ao longo do dia; equipes outrora imbatíveis, deixaram a vitória escapar; e as consideradas babas surpreenderam positivamente quem acompanha a competição.

 

É verdade que a Sérvia, vencedora do primeiro jogo ocorrido hoje, não é tão frágil assim. O time conta com jogadores famosos no futebol europeu, como Stankovic, Krasic e Vidic, além de ter feito uma campanha sólida, deixando para trás os poderosos franceses. A derrota alemã, contudo, surpreendeu. Em uma primeira rodada com poucos gols, a Nationalelf havia sido a única equipe cujo futebol encantou, após golear sem maiores problemas a Austrália por 4 a 0.

A mágica linha de frente, porém, não funcionou contra a boa defesa dos sérvios. Podolski, Muller e Özil tiveram atuações abaixo do que fizeram no último domingo. E Klose, único homem de área da equipe armada por Joachim Low, acabou expulso precocemente, aos 37 do primeiro tempo, após receber o segundo cartão amarelo.

Os sérvios souberam aproveitar o abalo da Nationalelf e, logo depois da infração de Klose, marcou o gol único que deu a vitória. Sem uma referência no ataque, os alemães tentaram chegar ao empate de todas as formas, mas esbarravam na falta de pontaria. Podolski, quem mais arriscou, chegou até mesmo a perder um pênalti.

A Alemanha demonstrou-se confusa no fim de jogo. Com a entrada de dois novos atacantes ao longo da segunda etapa, os atletas abusavam das jogadas individuais. O jogo coletivo, marca da vitória contra os Socceroos, desapareceu. E, em peso no ataque, os alemães davam espaços aos contra-ataques da Sérvia, que ainda acertou duas bolas na trave antes do encerramento da partida.

 

Na segunda partida, os Estados Unidos pareciam desligados nos primeiros minutos de jogo ante a Eslovênia. O time de Bob Bradley sofria com a marcação dos eslovenos, que ainda conseguiu inaugurar o placar já aos 13 minutos, em belo chute desferido por Birsa de fora da área.

Os eslovenos mantiveram o controle defensivo nos minutos seguintes, apesar de controlarem a posse de bola, os americanos tinham dificuldades até mesmo para arrematar. E nos instantes finais da etapa inicial, os eslovenos ainda ampliaram, com Ljubijankic recebendo bela enfiada de bola e tocando na saída de Howard.

Para o segundo tempo, Bob Bradley tratou de mudar a postura de seu time em campo, promovendo as entradas de Feilhaber e Edu na equipe. E os resultados foram praticamente imediatos, com Donovan diminuindo poucos minutos depois, em violento arremate quase sem ângulo.

Os Estados Unidos continuaram o bombardeio na sequência da partida, enquanto os eslovenos tratavam de segurar o resultado favorável. O empate, porém, não tardou a vir e, aos 35 minutos, Michael Bradley o fez. Não fosse um erro do árbitro, que anulou mal um gol legítimo, alegando impedimento, os americanos poderiam ter saído com a vitória. Mas quem prevaleceu foi a zebra.

 

Já no fim do dia, Argélia e, principalmente, a badalada Inglaterra, tiveram embate sonolento e de poucos lances de perigo. Os ingleses decepcionaram e, ao contrário do futebol bem cotado antes do início do Mundial, demonstraram um jogo de pouca criatividade.

Ambas as equipes foram à campo com goleiros diferentes aos utilizados na estreia. Tanto Chaouchi quanto Green, que falharam em suas primeiras partidas, foram sacados, dando seus lugares a James e M’Bolhi, respectivamente. Os recém-empossados arqueiros, entretanto, pouco tiveram que lidar com os efeitos especiais proporcionados pela Jabulani.

O astro inglês, Wayne Rooney, demonstrou claramente que está jogando no sacrifício, bem abaixo do que fez ao longo da temporada antes de contundir-se. Lampard, outro jogador importante no English Team, também pouco apareceu e Gerrard, que marcara o gol da equipe no jogo ante os EUA, até chamou a responsabilidade em alguns momentos, mas não obteve resultados.

Ao longo da primeira etapa, quando acionado, o arqueiro argelino M’Bolhi conseguiu dar conta do recado. O ataque de seu time, por sua vez, tocava bem a bola e assustava constantemente a linha defensiva inglesa. Entretanto, faltava pontaria aos homens de frente dos Fennecs.

Após o intervalo, os africanos continuaram as suas tentativas, especialmente em chances decorrentes de faltas cometidas pelos adversários. E os ingleses continuavam pecando por sua falta de verticalidade e efetividade. O centroavante do time, Heskey, era deficiente nos arremates e nem mesmo a entrada de Peter Crouch melhorou a situação ofensiva. Ao fim, suspiros de alívio após um jogo tão modorrento.



Escrito por Equipe Invicto às 19h30
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AINDA NÃO FOI DESTA VEZ

O favoritismo da seleção espanhola não ajudou em nada a Fúria a espantar o estigma de não render o esperado em Copas do Mundo. Apesar do futebol ofensivo e do domínio na posse de bola, os espanhóis decepcionaram em sua estreia no Mundial da África do Sul e foram derrotados pela Suíça por 1 a 0.

La Roja, no entanto, foi ao jogo desfalcada de duas de suas principais peças: Cesc Fàbregas e Fernando Torres, ambos retornando de lesão recente, foram mantidos no banco de reservas no início da partida. Andrés Iniesta, por sua vez, apesar de também ter saído do estaleiro às vésperas da Copa, foi mandando à campo por Vicente Del Bosque.

Armados em um 4-2-3-1, a seleção da Espanha conseguiu manter a bola nos pés durante a maior parte do primeiro tempo. As duas linhas de jogadores posicionadas no campo defensivo suíço, contudo, mantinham qualquer ímpeto espanhol longe de sua área. Sem muita verticalidade nos lances de ataque, a Fúria só chegou uma única vez na cara do gol defendido por Diego Benaglio, em chute de Piqué que o arqueiro bloqueou. Além, apenas chutes de longa distância com pouca direção.

Porém, logo no começo do segundo tempo veio o balde de água fria. Após chute longo de Benaglio e jogada de Derdiyok, a bola sobrou para Fernandes mandar para o fundo das redes. E o drama espanhol mais uma vez estava formado.

Apesar da quantidade de tentativas, a Fúria não conseguia atacar com precisão. Exceção feita a um chute de Xabi Alonso que bateu na trave, poucos foram os sustos sofridos pelo goleiro Benaglio. Já a Suíça, mesmo toda fechada na defesa, se arriscava mais nas jogadas ofensivas do que no primeiro tempo, subindo em contra-ataque através das brechas deixadas pelo avançado time espanhol.

As tentativas da Roja não deram certo. Mesmo com a entrada de Pedro e Jesús Navas, que deixaram a equipe mais aguda pelas pontas, além de Fernando Torres, que apareceu chamando a responsabilidade de conclusão para si em alguns momentos, o time não conseguiu nem ao menos igualar o placar. E agora terá duas rodadas, em jogos contra Honduras e Chile, para desfazer a pecha de que “pipoca” nos momentos decisivos e garantir a vaga nos mata-matas da Copa do Mundo.



Escrito por Equipe Invicto às 20h21
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OSSO DURO DE ROER

Apesar da fragilidade da equipe norte-coreana, era de se esperar uma estréia difícil para o Brasil na Copa do Mundo de 2010. A vitória por 2 a 1, com um gol sofrido nos últimos minutos da partida, no entanto, dá tranqüilidade para a seleção brasileira seguir com tranqüilidade no Mundial, na liderança do Grupo G e ainda com os dois jogos mais difíceis de sua chave por vir.

O time de Dunga demonstrou sua dificuldade costumeira contra equipes fechadas na defesa. Com a Coreia trancada na retaguarda, com cinco jogadores formando a linha de zaga e mais três fechando o meio-de-campo, o Brasil sofria para chegar à área adversária. Sem conseguirem ficar próximos da meta, a melhor forma encontrada pelos jogadores da seleção para atacar durante o primeiro tempo foi através dos chutes de longa distância.

Individualmente, Kaká e Luís Fabiano pouco produziam para o ataque brasileiro. Robinho era quem mais arriscava jogadas individuais, mas na única vez que conseguiu chegar próximo ao gol, arrematou em cima do goleiro coreano. Michel Bastos e Maicon, apesar de terem feito poucas jogadas em profundidade, foram os dois jogadores que mais tocaram na bola durante a primeira etapa, conduzindo o ataque brasileiro. Mesmo com mais posse de bola que os Chollima (66% contra 34%), a seleção não conseguia impor-se em campo. Quando os coreanos partiam à frente, a equipe fica acuada no campo defensivo.

Na segunda etapa, porém, o Brasil veio com uma postura mais ofensiva. Arriscando mais jogadas individuais e em velocidade, a equipe lançava-se com mais qualidade à frente. E em um lance individual, o gol inicial da seleção brasileira acabou saindo. Após tabela pelo flanco direito, Maicon invadiu a área e, percebendo o posicionamento do goleiro coreano afastado da trave, arriscou chute direto ao gol. E após curva feita, a bola estufou as redes adversárias.

Mais solto em campo e chegando com maior frequência à grande área coreana, o Brasil insistiu até marcar o segundo gol. Robinho, que continuava se movimentando bastante em campo, deu bela enfiada de bola e Elano, passando por trás da linha defensiva coreana, saiu na cara de Myong Guk e deu um toque rasteiro para anotar.

Dunga claramente esperava aumentar o saldo de gols da seleção brasileira já na segunda metade do segundo tempo. Não à toa, colocou Nilmar no lugar de Kaká e substituiu Elano e Felipe Melo por Daniel Alves e Ramires, respectivamente, todos atletas com características mais ofensivas.

O terceiro gol, entretanto, não acabou saindo. E em um avanço do lateral esquerdo Yun Nam, os coreanos descontaram aos 44 do segundo tempo. Após longo lançamento, Yun Nam cortou Felipe Melo e, com Lúcio fora de posição, deu um toque por cima de Júlio César.

Apesar do susto, a seleção manteve o controle e, sobretudo, a vitória. E com três pontos, dois a mais que Costa do Marfim e Portugal, vice-líderes do Grupo G, pode seguir com maior tranquilidade para as rodadas seguintes da Copa. Vale lembrar que, desde que o Mundial é disputado com 32 equipes, em 1998, somente cinco times que ganharam a primeira partida não passaram para as oitavas-de-final do torneio.



Escrito por Equipe Invicto às 19h51
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COMEÇOU!

E a Copa do Mundo já teve seu pontapé inicial! No primeiro dia de realização do torneio, contudo, os fanáticos por futebol tiveram seus ímpetos contidos. Em ambas as partidas do Grupo A ocorridas hoje, o placar permaneceu igualado. No Soccer City, os Bafana Bafana de Carlos Alberto Parreira empataram por 1 a 1 contra o México, apesar de uma bola na trave acertada no fim da partida. E França e Uruguai não saíram do zero jogando no estádio Green Point, localizado na Cidade do Cabo. Confira uma análise de ambas as partidas feitas pela a Equipe Invicto


África do Sul 1 x 1 México

 

Na partida de abertura da Copa, o México começou pressionando os anfitriões já nos primeiros minutos de jogo. Com a equipe mexicana montada em um 3-4-3, Giovani dos Santos e Carlos Vela, incomodavam a defesa sul-africana. E foi de Dos Santos os dois lances mais perigosos criados durante os primeiros vinte minutos. Além deles, o atacante centralizado, Guillermo Franco, ameaçava nas jogadas aéreas. Foi do camisa 9, aliás, a melhor chance do primeiro tempo, em chute neutralizado pelo goleiro Khune.

Já a África do Sul demonstrava vontade durante o primeiro tempo, mas era pouco produtiva quando tomava a posse de bola. Defendendo-se em duas linhas de quatro jogadores bastante recuada durante a defesa, os Bafana Bafana partiam ao ataque em um 4-2-3-1, com o craque Steven Pienaar centralizado na armação. O time, no entanto, errava muitos passes e só conseguiu chegar bem à frente no fim do primeiro tempo, em uma série de cruzamentos que incomodou o arqueiro mexicano Pérez.

Para a segunda etapa, o técnico Carlos Alberto Parreira colocou em campo o lateral Masilela, a fim de proteger o lado esquerdo do campo, enfraquecido com os constantes ataques mexicanos. E a alteração surtiu efeito, com os Bafana Bafana mais consistentes na marcação e nas investidas ao ataque. Em um contragolpe armado por Modise, Tshabalala partiu em velocidade e anotou o primeiro gol do Mundial.

Na sequência da partida, os sul-africanos continuaram pressionando, mas foi o México quem fez o gol de empate da partida. Em bobeira da defesa, Rafa Marquez aproveitou o as condições dadas por Aaron Mokoena para, sozinho, dominar lançamento de Guardado e tocar na saída de Khune, aos 34. Mphela ainda quase anotou o tento da vitória para os anfitriões nos últimos minutos, mas a bola parou na trave.

 

Uruguai 0 x 0 França

 

O jogo entre as duas seleções mais tradicionais do Grupo A começou pendendo para o lado francês. Mesmo após as más atuações nos amistosos preparatórios, Raymond Domenech manteve o seu time em um 4-3-3, com a armação sob responsabilidade de Gourcouff. E o meia do Bordeaux, criticado por permanecer no time às vésperas da Copa, ditou o ritmo de sua equipe. Foi dele o melhor lance francês no primeiro tempo, em falta cobrada no ângulo que Muslera salvou.

O Uruguai, por sua vez, vinha em um 3-5-2 no qual ambos os alas ficavam presos na marcação dos pontas franceses. Mesmo sobrecarregado, Forlán era quem mais aparecia, levando dificuldades à meta defendida por Lloris. Luis Suarez, seu parceiro de ataque, em contrapartida, pouco fez na primeira etapa.

Ambas as equipes iniciaram a segunda etapa sem criatividade e o confronto permaneceu morno. Exceção feita a alguns chutes arrematados para fora, poucas eram as jogadas bem-feitas por franceses e uruguaios.

Tentando melhorar o meio-campo de sua equipe, Oscar Tabarez colocou o jovem Nicolas Lodeiro, em detrimento ao meia Ignácio Gonzalez. A alteração, porém, não deu resultados e, após pouco fazer, Lodeiro foi expulso com 20 minutos em campo, recebendo o segundo amarelo depois de falta dura em Sagna.

As entradas de Henry, Malouda e Gignac, a partir dos 25 do segundo tempo, aumentaram o poderio do ataque francês, mas o gol não saiu. O último grande lance da partida aconteceu já nos acréscimos. Porém, a falta cobrada por Henry acabou parando na barreira, bloqueada pelo avante Sebastián Abreu.

 



Escrito por Equipe Invicto às 18h41
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PRÓXIMA PARADA, COPA DO MUNDO

A seleção brasileira encerrou hoje a participação nos amistosos preparatórios para o Mundial da África do Sul, em goleada por 5 a 1 sobre a inexpressiva Tanzânia. E pelo que se viu em campo, nem tudo está acertado para o time de Dunga.

O grupo titular foi o mesmo que se espera para a estreia contra a Coreia do Norte, exceção feita a Júlio César, poupado após sentir contusão no último jogo. Gomes, Maicon, Lúcio, Juan, Michel Bastos, Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano, Kaká, Robinho e Luís Fabiano foram os 11 escolhidos.

Partida iniciada, poucos foram os destaques brasileiros. Além de Robinho, que buscava o jogo pelo lado esquerdo do campo e criava as melhores chances de gol – tanto é que anotou os dois primeiros –, o principal jogador da seleção foi Gomes. O goleiro fez boas defesas e impediu que os tanzanianos diminuíssem ainda no primeiro tempo.

Já o restante do time estava apagado. Michel Bastos, que ainda assim deu a assistência para o segundo gol, era deficiente pela esquerda. Felipe Melo tinha dificuldades no passe e Elano pouco se apresentava para as jogadas. Kaká e Luís Fabiano ainda pareciam longe de terem confiança total na forma física, afetada pelas lesões ao longo da temporada.

Já no segundo tempo, as alterações de Dunga pareceram providenciais, com boa atuação de alguns dos reservas. Ramires, que entrou no lugar de Felipe Melo, contrastou a apatia do jogador da Juve e demonstrou muita vontade em campo. Em uma arrancada, marcou o terceiro brasileiro, enquanto cabeceou para fazer o quinto. Daniel Alves, substituto de Elano, manteve o bom nível das últimas participações na seleção e contribuiu com o passe para o quinto gol. E Kaká, ainda abaixo do esperado, fez o quarto tento, de peito.

Os erros brasileiros, no entanto, persistiram no segundo tempo até que a Tanzânia marcasse o seu gol de honra, após cobrança de escanteio a qual foi completada de cabeça por Aziz, sozinho na área.

O placar ao menos não altera em nada a concentração do elenco para a estreia no Mundial, no próximo dia 15. Afetado mesmo talvez só Dunga, que com tantas falhas no sistema defensivo e a boa participação de alguns reservas, deveria ficar mais reticente às certezas que permeiam as suas escolhas.



Escrito por Equipe Invicto às 19h34
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EUROPA TRICOLOR

Se ainda há uma indefinição sobre a sede da Euro 2012, com Polônia e Ucrânia se complicando na organização do torneio, a edição de 2016 começa a ter o seu destino traçado. A França foi escolhida hoje como futuro palco da competição.

Três países se candidataram para receber a Euro 2016. Além dos vencedores, Itália e Turquia também estavam no páreo. A decisão, tomada em dois turnos pelo comitê executivo da UEFA, primeiro tirou os italianos da disputa. Por fim, a escolha dos franceses foi proclamada após a exclusão dos turcos. Presentes na cerimônia, o presidente Nicolas Sarkozy e o ex-jogador Zinedine Zidane comemoraram a vitória.

O presidente da Federação Francesa de Futebol, Jean-Pierre Escalettes, também exaltou o resultado. "Para nós é um momento de intensas emoções, uma vez que em 2016 iremos receber o futebol europeu em França. Iremos cumprir as nossas promessas e agradecemos aos nossos amigos do Comitê Executivo da UEFA. Colocaram a sua confiança em nós e é isso que conta. Este é um belo dia para nós", disse. Esta é a terceira vez que o país recebe a fase final da Eurocopa.

A previsão dos franceses é que se gaste 1,7 bilhões em obras nos estádios e que ao menos 60% deste valor seja oriundo da iniciativa privada. A intenção é que quatro novos estádios sejam construídos (Bordeaux, Lille, Lyon e Nice) e que outros sete sejam reformados (Estrasburgo, Lens, Marselha, Nancy, Paris, Saint-Ettiene e Toulouse).

O único estádio que não passará por reformas é justamente o cotado para receber a final da competição. O Stade de France, em Saint-Denis, região metropolitana de Paris, foi palco da decisão da Copa de 1998 e possui capacidade para 80 mil espectadores.

Uma das novidades da Euro 2016 é o aumento no número de equipes participantes. Ao invés dos tradicionais 16 times, 24 seleções disputaram a taça na fase final do torneio.



Escrito por Equipe Invicto às 20h03
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VILLA BARCELONISTA

Nas últimas temporadas, muito se especulava sobre o Real Madrid. Depois, Manchester United, Manchester City, Liverpool e Chelsea, todos gigantes ingleses, também foram cogitados. Até mesmo o futebol italiano poderia ser o destino, com a Internazionale sendo citada. Entretanto, prevaleceu a influência (e o dinheiro) blaugrana. David Villa é oficialmente jogador do Barcelona, por 40 milhões de euros.

 

O atacante, de 28 anos, chega à cidade catalã amanhã, para a realização de exames médicos. Caso seja aprovado, Villa assinará contrato que vigorará pelos próximos quatro anos.

 

A estrela da seleção espanhola, em entrevista concedida à emissora de TV espanhola Canal 9, mostrou-se contente com o acordo. "Faz muito tempo que o Barcelona tem demonstrado interesse em me contratar, carinho, através de muitas mensagens que tem me dado direta ou indiretamente. É o melhor clube que poderia ir caso saísse do Valencia", disse.

 

A saída de Villa já era especulada havia algum tempo no Valencia. Depois dos Los Che segurarem por algum tempo o atacante, o grande rombo financeiro do clube prevaleceu e o jogador precisou ser vendido para colocar as contas em dia.

 

Segundo Miguel Llorente, presidente do Valencia, "é uma boa venda e uma venda necessária pela situação econômica que atravessa o clube. O objetivo principal do conselho administrativo é estabelecer que tenhamos viabilidade econômica”. Llorente ainda afirmou que novas vendas não estão descartadas. O time está classificado para a próxima edição da Liga dos Campeões da Europa e, dentre seus principais jogadores, estão os promissores David Silva e Juan Mata, ambos incluídos na pré-lista de Vicente Del Bosque para a Copa do Mundo.

 

David Villa chegou à equipe valenciana em 2005, contratado junto ao Zaragoza por 12 milhões de euros. Em cinco temporadas com os Che, o avante nunca baixou a marca de 20 gols por ano. Durante esse período, também ganhou quatro troféus Zarra por ter sido o maior artilheiro da Liga espanhola nascido no país. Convocado pela seleção nacional também desde 2005, é o segundo maior goleador da história da Fúria. Mesmo com quase metade dos jogos do líder da lista, Raúl González (102 contra 55), Villa está somente a oito gols do recorde.

 

A chegada do atleta, aliás, coloca em xeque a continuidade de outros medalhões do ataque culé. O francês Thierry Henry, reserva durante quase toda a temporada, está sendo especulado pelo New York Red Bull, dos Estados Unidos. Já Zlatan Ibrahimovic, que chegou nesta temporada tirando também 40 milhões de euros dos cofres blaugranas (mais o atacante Eto’o) e que, ao lado de Henry, esquentou o banco de reservas no fim da temporada, pode ir para o Arsenal. O volante Cesc Fàbregas, formado nas canteras do Barcelona, estaria no centro do acordo com os Gunners.



Escrito por Equipe Invicto às 16h35
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AMARELO CELESTE

 

O Cruzeiro inovou em seu uniforme. O clube apresentou hoje, em Belo Horizonte, a sua quarta camisa e, ao invés do azul ou do branco tradicionais, o amarelo é a cor predominante. Segundo os mineiros, a escolha tem um motivo: a tonalidade é uma homenagem à seleção brasileira, remetendo à torcida cruzeirense pela equipe na Copa do Mundo.

Mais do que a lembrança ao time canarinho, o uniforme também faz parte da história do clube. O amarelo ficou imortalizado nas cores das camisas dos goleiros cruzeirenses, especialmente por causa de Raul Plasmann. O arqueiro, campeão da Libertadores em 1976, ficou conhecido como Wanderléa, por causa de seus uniformes extravagantes.

Ídolos da equipe atual, Kléber, Fábio e Wellington Paulista estiveram presentes no evento. O time estreará a quarta camisa já na próxima semana, em partida na qual o Cruzeiro encontrará com o Avaí no Mineirão, válida pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro.


Foto: Washington Alves/VIPCOMM

 



Escrito por Equipe Invicto às 19h14
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